quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O papel da cópia no processo criativo de uma coleção



Máteria feita pela minha querida Patrícia Sant´Anna.
Assunto polêmico  no mundo da moda no geral, e nas joias em específico, é importante entendermos o que é a cópia de fato para termos um posicionamento. Sim, a sua empresa necessita ter um posicionamento sobre a cópia. Tanto do ponto de vista ético, quanto de política criativo-produtiva. Mas vamos falar disso em detalhes?
 Colar Chanel
A história da cópia na moda
A moda nasce da cópia. No final da Idade Média, começo do Renascimento, nas cidades mercantis da península itálica (sim, a Itália ainda não existe), quando o mercantilismo se estabelece como novo modelo econômico, a moda nasce. Seu surgimento é marcado pela competição visual que ocorria entre os poderosos destas cidades. De um lado temos a tradicional aristocracia e de outro temos a nascente burguesia.  Os burgueses tem acesso ao universo do luxo oriental, pois eles trazem os produtos que vendem de lá. No entanto, eles percebem que uma vez que o público – outros burgueses e a própria elite aristocrática – conhece o que é o luxo oriental, eles podem fazer cópias locais para ganhar ainda mais sobre esses produtos. E, assim, de uma tática mercantil, percebemos que a cópia se acopla à ideia de moda. Se continuarmos a percorrer a história veremos que franceses copiam italianos, norte-americanos imitaram os franceses, os japoneses copiaram todo mundo, os belgas copiaram os japoneses, que foram copiados pelos coreanos, depois pelos chineses… enfim, a cópia faz parte do universo da moda.
Cópia hoje
A cópia atualmente continua sendo um processo de aprendizado para muitas regiões do mundo, sobretudo, para aquelas que estão entrando no universo da moda. O Brasil é uma dessas regiões, não somos propriamente novos, mas ainda somos bastante imaturos no processo de desenvolvimento de produtos. O que isso significa? Há muita gente fala mal das cópias. E aí começamos a pensar: “Há um limite para se copiar?” ou “Qual a razão de tanta gente ser contra?”Quando uma marca está iniciando, não tem visibilidade ainda, não é difícil ela se referenciar de maneira tão ferrenha a algum tipo de marca estrangeira, ou mesmo nacional, a ponto de imitar literalmente o que a marca faz. Ponto positivo: aprende sobre como constrói tecnicamente uma infinidade de recursos estilísticos. Ponto negativo: para se desvencilhar da imagem de ‘copiadora’ vai ter que gastar mais no marketing e branding.
O processo de aprendizagem pela cópia é algo importante para lapidar o próprio estilo, mas este deve ser alcançado o mais rápido possível, para não ser visto como um ‘mero copiador’. Sabe por quê? Porque o mero copiador não pode cobrar por valor agregado, ele não pode cobrar pela criação, posto que isto ele não fez. É neste ponto que vemos o problema ético da cópia: uma marca com presença no mercado já considerável, copia uma peça de outra marca mais ou menos importante que ela (isso não é importante) e deseja cobrar o ‘valor agregado’ da criação. Isso é feio, mais que isso, é desonesto.
Há muita gente fala mal das cópias. E aí começamos a pensar: “Há um limite para se copiar?” ou “Qual a razão de tanta gente ser contra?”
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