terça-feira, 8 de setembro de 2015

Você se importa com moda? Talvez devesse…


Você pode até não se dar conta, mas as roupas e acessórios que usa expressam e consolidam valores. Entenda como, por vezes, incentivamos um mercado fast fashion danoso e a proposta da Binari que vai na contramão desse modelo.

Apesar de o consumo consciente estar crescendo no mundo, o fast fashion vem ganhando grandes redes de moda no Brasil. A estratégia, importada de grifes europeias como a Zara, baseia-se no princípio da produção rápida e contínua de novidades para abastecer as prateleiras a cada semana ou até em dias.

A intenção é aumentar o faturamento e incentivar compras por impulso, levando o consumidor mais vezes aos pontos de venda para conferir as novidades e comprar prontamente, sem tempo de comparar e esperar por liquidações, já que ele pode não encontrar mais o produto em outro momento.

A pesquisadora e trendhunter Li Edelkoort, já apontada pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo da moda, é crítica do movimento fast fashion. Seu “Manifesto anti-fashion” aponta para alguns perigos, como a mão de obra escrava, a desvalorização da moda sob um conceito de produtos descartáveis, a morte da criatividade em detrimento da necessidade de se vender mais e mais rápido, a falta de perspectiva crítica sobre tendências e consumo e o prejuízo às pequenas e novas marcas.

Para nosso privilégio, a consultora vê o hemisfério Sul, e em especial o Brasil, como um local para se olhar e buscar as mudanças para esse cenário. Ela inclusive lançou um livro sobre o Brasil – Bloom, saboroso Brasil.
A Binari vai na direção contrária ao movimento fast fashion. “Já está no conceito da marca assinar acessórios duráveis e que possam ser usados em diversos momentos do dia a dia corrido das pessoas, aliando design original, praticidade e alta costura. O desenho das peças leva tempo para ser finalizado e parte de um estudo amplo sobre tendências e necessidades das pessoas que se preocupam menos com modismos e mais com estilo”, esclarece a diretora de Marketing Fernanda Radtke.

A diretora de Desenvolvimento da marca, Karina Motter, explica: “Não produzimos acessórios sazonais, e sim privilegiamos o atemporal com um olhar sobre o momento contemporâneo. Pra isso, trabalhamos com matérias-primas que nunca saem de moda, principalmente o couro, que inclusive é mais sustentável que os sintéticos no que diz respeito à produção, durabilidade e processo de degradação na natureza, com cortes e acabamentos perfeitos, além da produção em parceria com pequenas confecções locais, incentivando um mercado talentoso e responsável”.

Trata-se não só de uma forma de fazer, mas de entender o negócio: “Não queremos ser necessariamente grandes, queremos ser relevantes. Defendemos um estilo de vida de fazer mais com menos, de consumir de forma mais consciente e viver uma vida mais plena e interessante. Isso está não só expresso em nossos produtos, mas é o que move nosso próprio negócio e a forma de trabalhar da equipe”, finaliza Fernanda.

Para ver mais clique aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário