segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cópia Na Moda Levanta Discussões Sobre Referências e Plágio.

Uma recente troca de acusações entre estilistas brasileiros – fato noticiado na grande imprensa – reacendeu a (velha) polêmica sobre a questão da cópia na moda. A querela, recorrente e, aparentemente, interminável, que soa como algo parecido a “discutir o sexo dos anjos”, pode ser bastante produtiva se se pensar que a intensificação do debate oportuniza desdobramentos a respeito da necessidade (e urgência) do desenvolvimento de competências que tornem nossa indústria, efetivamente, criadora de moda. É voz corrente que o destino das indústrias de pequeno e médio porte, no Brasil, se restringe a copiar produtos de empresas do segmento com maior prestígio midiático. Sem querer justificar, é preciso considerar as dificuldades enfrentadas pelas inúmeras empresas que, via de regra, se estabelecem sem o aporte mínimo de recursos (financeiros, materiais e humanos), o que, de certo modo e em alguns casos, explica tal atitude. Porém, isso parece inaceitável quanto se trata de indústrias de grande porte, frequentemente, detentoras de recursos, renomadas e/ou legitimadas como criadoras de moda. Pois é nesse contexto que o debate toma corpo, quando marcas e estilistas tidos como “referências” cometem esses (supostos) deslizes. Vale destacar que a questão não é tão simplista. Muitas perguntas se colocam a respeito – e muitas delas não têm resposta. É possível definir, claramente o que é uma cópia na moda, quando se carrega o sobrenome inspired? O que pode ser dado como (verdadeiramente) novo na moda, nos últimos tempos? Qual o limite entre referência e cópia na moda? Originalidade seria mesmo sinônimo de novidade? O fato é que as cópias, muitas vezes, sugerem o deslocamento dos modos de perceber e produzir um produto de moda. E isso pode não se configurar como plágio. Para além de um exame que não se esgota ou se encerra, a discussão, portanto, deve servir como pauta de reflexão sobre o desenvolvimento da competência criativa de profissionais, empresas e do segmento de moda como um todo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Blue Mary é a marca de bijuterias finas com foco em colares da designer de moda Maria Aline Lima.

"Com um conceito moderno e arrojado, as peças são criadas por períodos sazonais com temas específicos de cada coleção seguido de uma busca constante pela qualidade". A coleção Acquaholic summer 2014 traz uma proposta inspirada nas moléculas da água com a opulência de brilho vindos da luz do sol radiando as cores representados pelos cristais das peças. Como o nome diz, tudo que é "holic"na lingua inglesa significa dizer que é louco por alguma coisa, no caso Acquaholic faz uma divertida referência como "loucos por água". Com o calor do verão a água traz um conceito de conforto, sofisticação, beleza e simplicidade ao mesmo tempo sendo exatamente esse o conceito que a coleção quer passar. A gama de cores também é extensa como o arco-iris mas com pontos fortes em turquesa e outros tons de azul que ganham destaque por remeter diretamente ao tema Acquaholic e a própria marca BlueMary. Com relação aos materias e a forma artesanal de fabricação podemos dizer que também estão diretamente ligados ao tema porque apesar de não se utilizar ouro ou materiais preciosos são como verdadeiras jóias aos olhos assim como o brilho do mar ao amanhecer que reluz brilho e ostentação como o brilho dos diamantes. E foi o que queríamos passar no ensaio fotográfico desta coleção representando a pele bronzeada ao sol com o cabelo úmido à água, roupas leves com cores fortes fazendo o encaixe com os colares e também a beleza da modelo Rayanne Saad ligando todos os aspectos ao olhar dirigido por André Agenor.