sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Briga na Justiça por Cópia de Designer de IPAD e IPHONE.

Samsung perde ação para a Apple Ações da sul-coreana, que pode perder US$ 12 bilhões em valor de mercado, caem 7,45% A Apple ganhou na Justiça a longa batalha com a Samsung acerca das patentes de smartphones, fazendo a empresa sul-coreana perder cerca de US$ 12 bilhões em valor de mercado e fazendo suas ações fecharem em queda de 7,45% - sua maior baixa diária em quatro anos. A briga nos tribunais já durava mais de um ano. A Apple alegava que a Samsung teria copiado o design de seus aparelhos, entre eles os seus mais populares, como o iPad e o iPhone, para fabricar os seus próprios produtos, como o tablet Galaxy Tab e o telefone Galaxy. "Intencional" Para o júri, a violação das patentes da Apple por parte da Samsung foi "intencional", e incluíram diversas tecnologias da Apple, como: design, disposição de ícones na tela, zoom táctil, gestos de interação, entre outros. Das sete alegados pela Apple, seis foram aceitos pelo júri. A Samsung, que será obrigada a pagar US$ 1,05 bilhão a companhia norte-americana, já afirmou que vai recorrer. Além disso, alguns de seus produtos mais importantes e com maior fatia de mercado - entre eles o recém-lançado Galaxy S3 - devem ter sua comercialização proibida. "Ainda há uma série de variáveis, incluindo a decisão final, que vai demorar pelo menos um mês em relação ao recente veredito, e sobre se haverá proibição de vendas dos principais produtos da Samsung, como o celular Galaxy S3", disse um gestor de recursos na Coréia do Sul, um dos principais investidores institucionais na Samsung até o fim de março. Banimento A Apple afirma, em documento enviado ao Tribunal da Califórnia, quer que seja banidos permanentemente os seguintes aparelhos da concorrente: Galaxy S 4G, Galaxy S2 AT&T, Galaxy S2 Skyrocket, Galaxy S2 T-Mobile, Galaxy S2 Epic 4G, Galaxy S Showcase, Droid Charge e Galaxy Prevail, além do Galaxy Tab 10.1 seja banida. O tribunal da Califórnia marcou para 20 de setembro uma audiência para decidir se proíbe a comercialização de vários modelos de smartphones e tablets da Samsung. Em mensagem a seus funcionários, o atual CEO da Apple, Tim Cook, admitiu que foi "com muita relutância" que a Apple decidiu prosseguir com o processo judicial, mas que o fez para que a Samsung "parasse de copiar seu trabalho". "Para nós, este processo sempre foi mais importante do que patentes e dinheiro", afirmou Cook, em e-mail, acrescentando que a Apple "valoriza a originalidade e a inovação e trabalha para fazer os melhores produtos do planeta". Na mesma mensagem, Cook disse que a empresa tem "uma dívida de gratidão com o júri", e aplaudiu sua decisão, por julgar o comportamento da Samsung e enviar uma mensagem em alto e bom som, que roubar não está certo. "A montanha de provas que foram apresentadas durante o processo demonstrou que as cópias da Samsung eram ainda mais graves do que achávamos.", afirmou o CEO, na mensagem destinada aos funcionários. Benefício Algumas companhias podem se beneficiar com esta proibição, especialmente Nokia e Research In Motion (RIM), que perderam grande fatia de mercado com a concorrência entre Apple e Samsung. As ações da Nokia, que atualmente encontra-se em difícil situação financeira caminhando para o quinto ano consecutivo de perdas, subiram mais de 11%, para 2,778 euros. Com isso, anula um pouco dos prejuízos de 26,41% que acumula desde o início deste ano. Outra companhia que passa por um período conturbado, a RIM, fabricante dos celulares Blackberry, também tiveram alta em seus papéis, que subiram 4,58% no mercado alemão, para 5,804 euros. As ações da Apple também subiram, mais de 2%, fazendo o valor de mercado da Apple crescer mais de US$ 13 bilhões, para cerca de US$ 635 bilhões.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Paradoxo da Pirataria: O Papel Benéfico das Cópias Na Industria da Moda.

A proteção de designs é um tema ainda controverso na indústria e no Direito da moda. À primeira vista, proteger um design de moda gera benefícios tanto na esfera privada quanto pública. Ao titular do direito, confere-se a possibilidade de obter vantagens econômicas e de impedir que terceiros produzam e comercializem seu design, isto é, de evitar que cópias de seus produtos circulem no mercado sem autorização. Para a sociedade, essa proteção gera incentivo à criatividade e promoção do desenvolvimento econômico. Mas e se a proteção da moda não for tão necessária e as cópias não forem tão prejudiciais quanto se pensa? Nos Estados Unidos, os designs de moda não são protegidos por não se encaixarem nos requisitos de proteção de direitos autorais, patentes ou desenhos industriais (via de regra em razão de seu aspecto utilitário e funcional). Este contexto levantou o debate sobre o tema, principalmente com relação à necessidade e forma de proteção dos designs de moda. Seguindo esta tendência, os professores de Direito Kal Raustiala, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, e Christopher Springman, da Universidade de Virgínia, escreveram uma série de artigos sobre “O Paradoxo da Pirataria” (The Piracy Paradox), ou teoria do incentivo. O Paradoxo da Pirataria questiona como a indústria da moda sobrevive sem ter forte proteção à propriedade intelectual, como ocorre, por exemplo, nas indústrias de música e filmes. A conclusão é de que as cópias não inibem a inovação e a contrário senso, não são prejudiciais aos designers. Isto é, paradoxalmente, as cópias teriam um papel muito importante - e talvez até necessário – ao efêmero ciclo de inovação da indústria da moda. Para justificar esses argumentos, a teoria baseia-se em dois pilares essenciais: a obsolescência induzida (induced obsolescence) e a ancoragem (anchoring). Parte-se da premissa que peças de vestuário, calçados e acessórios (como, por exemplo, bolsas e cintos) são produtos posicionais e de status, ou seja, seus valores advêm do contexto social. O desejo por um produto aumenta na medida em que alguns possuem, mas conseqüentemente diminui quando muitos possuem o mesmo produto. Desta forma, o papel das cópias neste ciclo é de difundir e, ao mesmo tempo, ampliar o desejo pelo produto original, aumentando assim o seu valor. Os consumidores precisam ter o que todos estão usando, mas assim que determinada tendência se populariza demais, seu valor diminui e inicia-se a procura pela próxima “moda”. Por isso, o argumento da obsolescência induzida visa explicar que em um sistema onde a livre apropriação de designs de moda é permitida, há uma aceleração na disseminação de tendências e, paradoxalmente, designers são beneficiados com aumento nas vendas e no faturamento. O equilíbrio de um sistema com baixa proteção à propriedade intelectual, como ocorre no setor da moda, é mantido porque mesmo os designers que mais sofrem com as cópias, acabam em algum momento copiando outros, visto que em uma temporada podem estar ditando a tendência, mas na próxima, podem estar copiando, ou melhor, “seguindo” a tendência estabelecida por outro designer. O segundo pilar da teoria é a ancoragem (anchoring) que parte da premissa que os consumidores precisam ser informados para entender quando os estilos e tendências mudam. E é nesse contexto que as cópias exercem sua função. As tendências surgem a partir de um processo de ancoragem, ou seja, os consumidores as reconhecem a partir de determinados fenômenos que a eles se apresentam, tais como, cópias, referências, opiniões de consultores, observação de designs de rivais, comunicação com compradores de revendedores importantes e cobertura e comentários na mídia. Assim, as cópias possuem um papel não apenas de comunicar, como também de criar e acelerar tendências. Em um sistema onde os designs de moda não possuem propriedade, tendências emergentes tornam-se tendências completas. Com base nesses argumentos, a teoria do Paradoxo da Pirataria justifica o crescimento e alto faturamento na indústria da moda, mesmo com baixos sistemas de proteção à propriedade intelectual. Como conseqüência, tendências nascem e disseminam-se quase tão rapidamente quanto desaparecem. A necessidade por um rápido volume de criação de novos designs que geram maior consumo de peças de vestuário, calçados e acessórios - bem acima do essencialmente necessário – é mantida, diminuindo assim, o dano econômico gerado pelas cópias e beneficiando designers e a indústria da moda como um todo. Ou seja, a existência de tendências identificáveis é, por si só, um produto de cópias de designs generalizadas e a criação e extinção acelerada dessas tendências beneficiam tanto a produção quanto o consumo da moda.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vendas de Artigos de Luxo descer substancialmente na China.

Vendas de bens de luxo na China caíram significativamente após um rápido crescimento ao longo dos últimos anos, de acordo com a 21st Century Business Herald de Guangzhou. Vendas de bens de luxo na China abrandou em 2013 para uma taxa de crescimento de 2%, em comparação com o aumento anualizado de 7% em 2012 e 30% em 2011. E as marcas estão a reagir fechando a loja. Em 2013, as lojas próprias de Giorgio Armani e Dolce & Gabbana em Xangai foram fechadas. Cartier fechou dez lojas na China. De acordo com um relatório recente da Bain & Company, a taxa de crescimento anual composta de 27% alcançado entre 2008 e 2012 e, nesse tempo, a maioria dos rótulos de alta moda expandiu agressivamente seu mercado fora de primeira linha cidades chinesas. Louis Vuitton, por exemplo, estava operando 64 lojas em 32 primeiro, segundo e terceiro nível do continente cidades chinesas. Burberry tinha 70 lojas em 36 cidades do continente. Gucci estava correndo 59 lojas em 32 cidades, e Prada estava operando 27 lojas em 19 cidades. No entanto, agora que as vendas têm vindo a uma quase paralisação, as marcas estão lutando para manter o crescimento na China semelhante ao que temos visto ao longo dos últimos anos. Taxa de crescimento da Louis Vuitton caiu para 1% na China em 2013, e os seus homólogos de alta moda têm experimentado efeitos negativos semelhantes. 21st Century Business Herald de Guangzhou culpou a tendência de queda no crescimento do mercado de bens de luxo chinês em uma desaceleração da economia, a proibição do governo de usar fundos públicos para comprar artigos de luxo (que está em vigor desde junho de 2012), ea tendência da nação para compra bens de luxo fora da China. De fato, em 2013, mais da metade dos bens de luxo comprados por cidadãos chineses tinha sido comprado em países estrangeiros. Também digno de nota: A enxurrada de produtos de luxo falsificados (o papel cita especificamente o afluxo de bolsas Louis Vuitton falsificadas no mercado chinês) tem levado a uma diminuição no desejo de bens de luxo autêntico. (Algo que temos vindo a falar sobre TFL já há algum tempo). Por último, os cidadãos chineses supostamente começaram a colocar "ênfase considerável sobre os produtos e serviços feitos sob medida", o que levou a um apelo decrescente para as marcas de luxo que a massa produz sua mercadoria.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Pôster do filme de Crô é acusado de copiar série americana Glee.

Cópia ou inspiração? Pôster do filme de Crô é acusado de copiar série americana Glee Longa com Marcelo Serrado virou alvo de críticas nas redes sociais. foi divulgado o primeiro pôster do filme Crô, personagem de Marcelo Serrado. Nas redes sociais, o pôster foi alvo de críticas. Ele foi acusado de ser cópia da capa do DVD da primeira temporada do seriado americano Glee. Os fundos coloridos, os personagens fazendo caras e bocas e até as fontes usadas são bem semelhantes, segundo internautas.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Designers ameaçam fechar Dolce & Gabbana por sonegação fiscal.

O fim da marca Dolce & Gabbana como a conhecemos hoje pode estar próximo. Pelo menos é isso que a afirma a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana, caso o veredito do processo de evasão de impostos não seja revertido. “Se nós merecêssemos a sentença, não teríamos nada a dizer”, disse Gabbana ao Telegraph. “Mas não merecemos, e infelizmente precisaríamos fechar.” Depois de um longo processo, os designers foram considerados culpados por sonegar mais de 400 milhões de euros em impostos no último mês de junho. Como pena, foi aplicada uma multa de 440 milhões de euros e 20 meses de prisão. Eles entraram imediatamente com recurso na justiça e tudo estava seguindo normalmente até que, na semana passada, as lojas da grife em Milão foram fechadas em sinal de protesto. Quando questionados se deixariam a Itália por causa do processo eles disseram que essa não era uma opção. “Nós amamos e acreditamos na Itália. Nós acreditamos na justiça”, afirmou Gabbana. No entanto, o New York Post divulgou nesta quinta-feira, 25 de julho, que Gabbana foi visto procurando uma propriedade em Nova York.